Bolas d'Ouro - Nº 10 - Kurt Landauer e a sua equipa do Bayern Munich


Com a possibilidade de uma guerra fria entre Neuer e Ronaldo, na disputa do troféu deste ano da Bola de Ouro, deixo-vos com o primeiro por entre 10 momentos na história onde existiu mesmo Bolas de Ouro. 

Testículos de Carneiro, Tomates de Aço, Colhões de Chumbo...
é como preferirem.





Kurt Landauer não vos dirá grande coisa, mas não deve haver um alemão que não reconheça a história por trás deste nome. Ainda hoje mantém o recorde de longevidade por entre todos os presidentes do Bayern Munich, e foi quem conseguiu o primeiro de muitos títulos que ornamentam a história do clube alemão. Pegou no recém criado clube um pouco antes da guerra, em 1913, tornando-o o mais forte de Munique, disputando campeonatos com outros clubes que já contavam com 50 anos de história. 



Bayern Munich Campeões 1932/33

Mas onde é que entram as bolas de ouro nesta história? Depois de vir da guerra, onde participou, voltou a presidir o clube, e venceu o primeiro campeonato nacional em 1933, sendo logo de seguida afastado do clube por causa das novas leis anti-semitas. Hitler não queria Judeus em cargos de decisão, e tanto Landauer como o treinador da equipa correspondiam a essa 'abominação' do III Reich (que era ele próprio a verdadeira abominação). Acabou por parar num campo de concentração, onde quase toda a família morreu, tendo sido libertado mais tarde por ser veterano da I Guerra Mundial, refugiando-se depois na Suiça. Passado uns tempos, e ainda com Hitler no poder, o Bayern Munich vai jogar à Suiça, e os homens-forte do estado alemão avisaram a equipa que não poderia haver contacto com o antigo presidente, que era agora um exilado político, e que tanto jogadores como o próprio Landaurer sofreriam consequências graves. Mas, no começo do jogo, os jogadores do Bayern resolveram cagar nas ordens da Gestapo, e saudaram o seu eterno presidente, herói da conquista do título, e mentor daquele que viria a ser um dos maiores clubes do Mundo. Entretanto, Hitler morria, e Landaurer regressava para ficar mais 10 anos como presidente dos bávaros.

Há ainda um filme com imagens fantásticas sobre a sua história, mas está em língua alemã.


Faleceu o Sô Zé


Morreu o Sr. José. Durante décadas, serviu o clube do seu coração, que é também o meu, e não posso deixar de escrever umas palavras sobre isso. Durante 50 anos, manteve as mesmas funções, mesmo quando os nomes passavam de 'moço das águas' para 'roupeiro', até 'técnico de equipamentos',e sempre com atenção para que nada faltasse aos heróis do nosso clube. Arrumou as chuteiras de Eusébio com muito carinho, cuidou da braçadeira de capitão de Mário Coluna como se fosse ele o próprio capitão, abanava a cabeça sempre que Batista perdia um brinco no balneário, abraçou-se a Toni um sem número de vezes, em festejos loucos, riu-se das histórias que Chalana trazia da noite passada, ajudou César Brito a apertar as caneleiras à porta do balneário das Antas, pediu um autógrafo a Preud'Homme para o neto, confortou Calado quando aquele balneário parecia a pior coisa do mundo, aconselhou calma a Simão e Hélder, recebeu Rui Costa em lágrimas, conversava com Pablito com enorme estima, e tirou uma foto com Luisão, na altura do 33.

Morreu o Sr. José, que foi Zé, José Sr. Zé, Seu Zé, Signor Hosé, mas que foi também o Benfica. O Benfica que dominava a Europa, o Benfica que deu a volta ao mundo, o Benfica que deu alegrias e tristezas a tanta, tanta gente. O Benfica que movimentou milhões, tanto de pessoas como de dinheiros, o Benfica que esteve sempre lá, e que sempre teve no Sr. José um companheiro para toda a vida.

Obrigado Sr. José Luis Vaz, pelos 50 anos dedicados ao benfiquismo, por ter-se mantido no mesmo posto durante esses 50 anos, mostrando que nada mais importou do que o amor ao futebol, e o amor ao clube.






(faço assim uma interrupção na abstinência de escrever aqui, mas o Sr. Zé merece todas as homenagens do mundo)




35, Deus também faz anos!

03 de Novembro de 1979, nascia um génio em Rio Cuarto.

No país do tango, não foi na dança que reinou, mas joga futebol numa mistura de Tango Argentino com Romantismo italiano. Por cá, passou cinco anos da sua carreira, tocando na bola ao compasso da Luz a cantar ‘’Pablo, Pablito Aimar’’, gritando e vibrando com a sua magia.

Infância:

Pablo César Aimar, idolatrado por Messi, era um típico menino de um bairro humilde que, como todos os outros, tinha o sonho de vingar num Mundo onde só os afortunados vingam: o Futebol! A bola, mais que um hobbie, era uma paixão que lhe consumia os finais de tarde, nas ruas do seu bairro. Onde quem mandava era o dono da bola, onde as balizas eram duas pedras e a única regra era parar o jogo sempre que passava um carro.

Aos 13 anos, os jogos na esquina do bairro ganharam outra dimensão. Aimar ingressou nas camadas jovens do colosso Argentino, River Plate. O sonho do menino começava, então, a ganhar forma.


A criança que mostrava o seu talento num campo sem linhas, viajou para Buenos Aires em busca de um sonho. A viver numa pensão, longe da família e dos seus amigos mais próximos, Pablito viveu uma infância que cada vez mais é condição essencial dos jovens jogadores de futebol. 

16 anos, aparição nos profissionais

No primeiro treino pelos seniores, ainda um menino no Mundo do Futebol, Aimar conseguiu envergonhar o experiente Ricardo Altaminaro.

A baixa estatura aliada ao fraco poderio físico despertaram, no defesa Altaminaro, curiosidade sobre quem era afinal esta ‘’criança’’ que corria entre estrelas. Na primeira vez que Aimar tocou na bola, Altaminaro partiu em velocidade na sua direcção, pronto para o deitar ao chão e mostrar o peso dos ‘grandes’ ao pequeno Aimar.

Surpreso ficou quando Aimar, com uma finta incrível e uma velocidade estonteante, o deixou no chão, seguindo com a sua classe, de cabeça erguida, em direcção à baliza. A gargalhada foi geral e Altaminaro, de orgulho ferido, passou todo o treino atrás do miúdo de 16 anos que com maior ou menor dificuldade ia ultrapassando o empenho do experiente defesa, o que arrancou aplausos da plateia onde estavam alguns aficionados do River.

O menino que aos 13 anos saiu de casa lavado em lágrimas via agora os aficionados do River afirmarem que Fracescolli já tinha sucessor no Monumental. 

Estreia Oficial: No Torneio de Abertura de 96, frente ao Colón de Santa Fé, Aimar fez a sua estreia na equipa principal do River Plate, com apenas 16 anos.

Campeão do Mundo Sub 17

Numa seleção onde constavam nomes como Cambiasso, Riquelme ou Walter Samuel, Aimar foi figura numa fase de grupos que a Argentina passou com relativa facilidade. Nos oitavos de final, diante da Inglaterra de Michael Owen, Aimar brilhou ao apontar o golo da vitória por 2-1 que garantiu a passagem aos ¼ de final.


Nos QF, Pablo leva a Argentina a vencer o rival Brasil por 2-0, sendo considerado MVP do jogo. A partir daí já se sabe, vitória por 2-1 ao Uruguai. Final assegurada e Argentina Campeã.

Com 17 anos foi chamado, juntamente com Riquelme, para disputar um Torneio no Chile, onde venceu o prémio de jogador revelação, bem como a designação de ‘’próximo Maradona’’.

“El Payaso”. Foi também nesse torneio que ganhou a pior de todas as alcunhas. Um jornalista Argentino afirmou que ver jogar Aimar era uma diversão, colocando-lhe a alcunha de Palhaço. 

Valência:

O seu futebol era já demasiado vistoso para continuar na Argentina. No mês de Janeiro do ano de 2000, Pablo Aimar transfere-se para o Valência troco de 25Milhões de €.  A 14 e Fevereiro, D10S estreou-se no Mestalla diante do Man United a contar para a UCL. 90min bastaram para Aimar deliciar as bancadas com passes magistrais. 

Saragoça:

"Os números eram esclarecedores. 152 jogos oficiais pelo Valência em 5 anos, com 25 golos marcados. Uma das máximas glórias que passou por Valência, Aimar acabaria por interromper o seu trajecto no Mestalla. Um Saragoça de boa saúde financeira e de muitos projectos inovadores, acabou por contratar Pablo Aimar no Verão de 2006 por 15 milhões de €. Era uma das transferências mais caras de sempre do clube."

No entanto, a sua passagem pelo Saragoça foi decepcionante. Assombrado por um calvário de lesões, Aimar estava numa condição de suplente e deixou mesmo de ser convocado para a seleção Argentina.

Benfica:

Rui Costa procurava um sucessor à altura para vestir a pesada camisola 10, fazendo ver que Aimar reunia todas as condições para envergar esse estatuto.
Estreou-se oficialmente em Guimarães com um passe de letra a oferecer o golo a Suazo, uma semana depois assistiu Maxi Pereira de calcanhar… 

O resto já todos sabem. Não precisam de estatísticas, nem de palavras. Precisam de ir à vossa memória buscar de volta cada passe de Aimar, cada finta de génio que fazia levantar a Luz. 

‘’El Mago’’ não foi mais um que passou, Aimar é o Sport Lisboa Benfica. 
Aimar escreveu o seu nome no Hall Of Fame dos eternos, daqueles que mesmo já não vestindo a nossa camisola, a têm consigo no coração. 
Aimar está no River, mas um pouco dele é Benfica.
Aimar nunca trabalhou para o Sport Lisboa e Benfica, o nosso Pablito apaixonou-se por nós, tanto quanto nós, nos apaixonamos pela sua genialidade.
Aimar era o nosso poeta. Escrevia cada verso ao compasso dos nossos corações a bater, acabando cada estrofe com mais uma magia que nos deixava rendidos. 

PARABÉNS D10S PABLITO! Um de nós é eterno!




E, ao não participar na reunião, o Bruno de Carvalho "junta-se" a toda a merda do futebol português.

Eu fui um dos benfiquistas que ficou contente com a eleição de BdC. Fiz um post aqui sobre isso. Veio dar uma real esperança na mudança do futebol português. Um discurso forte contra o poder instalado que mina a credibilidade de todos os agentes do futebol nacional.

Depressa, contudo, desiludi-me. Depressa compreendi que BdC não quer fazer nada para mudar o futebol português. BdC quer, isso sim!, o poder no Sporting. Quer acabar com a oposição ainda existente e importante (BdC foi eleito com pouco mais de metade dos votos) que continua a ver nele um puto de claque, nem que seja a custo da sua destruição (o caso Manuel Fernandes é um sintoma disso). Nessa logica, dispara para todos os lados, inclusivé internamente.

Se não fosse esta a preocupação de BdC, a estratégia seria outra. Tentaria, pela diplomacia, colocar uma parte dos clubes profissionais ao seu lado. Mas não! Bruno de Carvalho apenas conhece a força, apenas conhece o combate. O que lhe dà a força para o combate? A ideia de que o Sporting detém a verdade, que o Sporting é que sabe, que o Sporting é que é bom, que não é ao Sporting de ir ter com os outros mas os outros a irem ter com o Sporting.

BdC não faz um minimo de esforço para mudar o futebol português. O unico esforço que ele faz é o do isolamento. Não esteve presente na reunião. Olha!! Como é facil esta posição! Como é facil retirar-se de tudo, meter-se à parte e depois gritar que o mundo é mau, que tudo e todos estão contra o Sporting!! Como é facil criticar a escolha de Luis Duque sem sequer ter participado na reunião!!

O Sporting do BdC é ainda o Sporting da vitimização, mas agora com algo a mais : é o Sporting do orgulho da vitimização, onde a vitimização, com BdC, tornou-se o alimento do proprio sportinguismo. BdC não quer mudar o futebol português. BdC quer manter-se no poder : é mais um porco a aproveitar-se dos podres do futebol para obter aquilo que quer : e o que quer é mais facilmente obtido com o Sporting no papel de vitima. Enquanto os sportinguistas pensarem-se como vitimas em vez de agentes de mudança, tudo correrà bem! Tudo seguirà o seu lider.

Sporting, clube diferente? Que riso! Tudo a mesma merda!! (David)

P.S.: aprendi a ver politica (este post é sobre politica) não a partir das intenções subjectivas, como o são os discursos, mas a partir das consequências objectivas que os discursos e actos têm. A unica consequência objectiva da vontade de isolamento do Sporting é o da unidade interna ao proprio clube. Essa atitude não contribui em nada para mudar o futebol português. Como não tomo as pessoas por burras, concluo que esse é o real objectivo de BdC e dos seus conselheiros.

P.S.2 : em nada este post exprime uma vontade em apagar a atitude do Benfica em todo este processo. Contudo, sobre o Vieira, jà disse muito, jà disse tudo o que tinha a dizer. Deixei de bater nesta tecla. Não vale a pena...

Ao sabor da corrente

Hoje deparei-me com várias publicações todas com a mesma origem, referindo que Vieira tinha acordo com Joaquim Oliveira para que a BTV fosse distribuída em África no mesmo pacote da Sporttv. Informações essas que alegadamente vieram de um comentário no perfil de Jorge Schnitzer (o grande responsável pelo programa Donos da Bola) e que foram reproduzidas como "post" no Facebook do conhecido Marinho Neves.

Ora bem, tive o azar de fazer um comentário numa dessas publicações que me apareceram no feed e fui logo conotado como sendo "anti". Não descarto que identifico esses "iluminados" como "ovelhas", gente a quem falta espírito crítico e anda ao sabor da corrente.

Para que fique bem claro, mais uma vez, eu não sou anti-Vieira nem pró-Vieira.

Reconheço méritos e reservo-me a liberdade de como sócio pagante que sou, tecer críticas (tento sempre justificá-las quando as faço) ou elogios. O Benfica não é do presidente, tal como não é só dos iluminados que o apoiam cegamente. O Benfica é de todos os sócios e adeptos, tanto dos que fazem propaganda anti-Vieira como dos que fazem propaganda pró-Vieira ou até daqueles, que como eu e os restantes escribas deste blog, se reservam a ter uma opinião própria e fundamentada.

Não vou alimentar mais conversa sobre um tema que me causa um certo asco, até porque alguns que outrora eram blogs de respeito, se venderam por tachos e aparições esporádicas na BTV.
Outros dizem mal e põem tudo em causa, não sei se por inveja de não terem arranjado tacho, ou se por ventura terem esperança de um dia integrarem uma lista de oposição.
Tanto para uns como para outros, respeitosamente: Vão-se foder!


Aos que não estão referidos nos dois grupos merdosos supra-mencionados, continuaremos a falar de Benfica onde a oportunidade surgir.